Encontra-se no interior da baía de Guanabara, na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro. O local, ficou assim conhecido, porque os navegadores em suas embarcações, costumavam se ajoelhar no convés para agradecer ou pedir proteção, durante suas chegadas ou partidas das viagens. Em 1650, com a construção da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, no ponto mais elevado da ilha, realizado pelo Provedor da Fazenda Real, Diogo Carvalho da Fontoura, fruto de uma promessa, em agradecimento por uma graça recebida. Em 1711, a capela foi destruída durante a invasão francesa., e por longos anos, a capela passou por várias reconstruções e reformas, sendo totalmente reconstruída em 1780, em estilo neoclássico. Com a visão privilegiada da Baía de Guanabara, a ilha transformou-se no antigo sistema defensivo brasileiro, sendo erguido um pequeno forte a mando do então Capitão-Governador Luís César de Menezes, que ficou conhecido, como fortim ou bateria da Nossa Senhora da Boa Viagem, construído com cinco ou seis peças de artilharia. Duramente o confronto, a ilha foi duramente castigada pelo fogo da Esquadra durante a Revolta da Armada. Ali também funcionou, a Escola de Aprendizes Marinheiros e a Federação dos Escoteiros do Mar, sob os cuidados do Almirante Benjamin Sodré, o "Velho Lobo", para ser um Campo Escola Nacional dos Escoteiros do Mar. Após anos de abandono e falta de manutenção, a ilha ficou interditada para visitantes. Pela importância histórica da área e seu potencial turístico, a prefeitura de Niterói assumiu o controle da ilha e abriu processo de licitação para obras de preservação do patrimônio. Em 23 de setembro de 2023, a prefeitura anunciou a reabertura da ilha para visitação pública.
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