domingo, 20 de abril de 2025

Praça Memorial Vladimir Herzog


Foi inaugurada no dia 25 de outubro de 2013. O espaço localizado, no centro da capital paulista, nas imediações entre o Palácio Anchieta (Câmera Municipal) e o terminal de ônibus Bandeira. É um lugar de memória, que resgata uma etapa muito importante na luta pela resistência democrática no Brasil. Principalmente para homenagear a vida, a morte e o legado de Vladimir Herzog, jornalista símbolo contra a ditadura que foi morto em 1975, nas dependências do DOI-Codi durante o regime militar. A Comissão da Verdade, formada pela Câmara Municipal de São Paulo, decidiu homenagear Vladimir Herzog. Através de Ítalo Cardoso, o responsável por aquela comissão e presidente da Comissão de Direitos Humanos do parlamento paulistano, pediu autorização a viúva Clarice Herzog para fazer a devida homenagem a Herzog. O vereador ainda sugeriu, que a pequena praça localizada atrás do prédio da Câmara, então chamada Praça da Divina Providência, passasse a se configurar em um memorial. O espaço é composto por um o mosaico que reproduz a tela “25 de outubro”, criada em 1979 pelo artista plástico Elifas Andreato. O quadro é um repúdio à farsa criada pelos militares, do suicídio de Herzog. Também tem a escultura “Vlado Vitorioso”, que retrata Herzog celebrando a vitória da geração do jornalista contra a ditadura. O mural "Alguns Personagens Desta História" homenageia 31 pessoas que resistiram durante o período da ditadura militar e que lutaram pela verdade, sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog. A escadaria da Liberdade, que possui 17 degraus com trechos da letra do Hino da Proclamação da República e o painel nos fundos da Banca-Livraria Jornalista Vladimir Herzog exibe um outdoor, com fotos de momentos marcantes ambientados na praça.

Vladimir Herzog

O nome de Vladimir tornou-se central no movimento pela restauração da democracia no país após 1964. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado e assassinado pelo regime militar brasileiro durante a ditadura nas instalações do DOI-CODI, no quartel-general do II Exército, no município de São Paulo, após ter se apresentado voluntariamente ao órgão para "prestar esclarecimentos" sobre suas ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Vlado teve uma foto divulgada onde supostamente teria cometido suicídio. A imagem de Herzog pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos da repressão do regime militar, o DOI-Codi, entrou para a história como uma das mais marcantes e emblemáticas daquele período do regime militar. O assassinato de Vladimir Herzog, gerou a comoção de diversos grupos sociais. Apesar dos militares tentarem emplacar uma versão mentirosa, de que Herzog havia se suicidado, seus amigos e sua família, liderada pela então viúva Clarice Herzog, jamais aceitaram a farsa do suicídio e deram início a uma luta incessante pela comprovação do que realmente havia acontecido nos porões do, o DOI-CODI, em São Paulo. Em 2012, com a criação das Comissões Nacionais da Verdade, para investigar violações de Direitos Humanos cometidas entre os anos 1946 e 1988, período ditatorial. A verdadeira versão dos fatos só começou a ser devidamente comprovada, de maneira oficial, finalmente, com a retificação do atestado de óbito, em março de 2013, que, ao invés do suicídio, aponta como causas da morte do jornalista, sessão de tortura a que ele foi submetido.

Praça Memorial Vladimir Herzog

Rua Santo Antônio, 33-139 - Bela Vista (ao lado da Câmara Municipal)

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