O griot é considerado o guardião da tradição da oralidade, um especialista em genealogia e na história de seu povo. Diferente da civilização ocidental, que prioriza a escrita como principal método para transmissão de conhecimentos. Afinal, povos sem escrita eram povos sem cultura. Na Africa Antiga, a pratica do griotismo era sagrado, que passava de geração a geração, século após século, e também tinham a função de serem os conselheiros dos reis. Os griots são contadores de história, cantores, poetas e musicistas da África Ocidental. São muito importantes para a transmissão dos conhecimentos dentro das culturas de diferentes países africanos. Utilizavam diversos instrumentos para acompanhar seus cantos, mais especificamente o kora, xalam, goje, balafon e o ngoni. Eles também transitavam entre os países firmando tratados comerciais e ensinavam às crianças danças, medicina através das plantas, histórias dos ancestrais. Muitos são intelectuais instruídos no Alcorão por influência islâmica, o que explica por que a maior parte da epopeia africana origina em países com forte presença islâmica na vida, pensamento, arte e história da comunidade. Existem também os domas, tidos como uma classe superior de griôs. Além das funções de contadores, os domas são responsáveis pela organização e ordem de eventos e reuniões da comunidade. Não é tão simples se tornar um griot, ele tem que nascer assim, o sangue é passado através do pai. A mulher griote, quando se casa com um homem que não é griot, não pode passar a tradição para seu filho ou filha, ou seja, só se constituem uma casta, casando somente entre si. O termo griot vem da palavra guiriot, em francês e da palavra criado, em português. Franceses e portugueses realizavam trocas comerciais com países do continente Africano, transformando algumas palavras tradicionais em expressões nas línguas dos colonizadores.

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