É um conjunto escultórico com 60 metros de
comprimento e 20 metros de largura, localizado no trevo que dá acesso ao Centro
Histórico, em Santana de Parnaíba. Foi criado por Murilo Sá Toledo e
inaugurado em 2006. Compõem a obra: dois pórticos e 23 esculturas de
bronze, que retratam personalidades importantes para a cidade, como os
bandeirantes Anhangüera (Bartolomeu Bueno da Silva), Domingos Jorge Velho,
Raposo Tavares e Fernão Dias, além de Suzana Dias e seu filho André Fernandes,
fundadores do município. Um tema bastante contraditório para o século XXI, que
foi visto com duras críticas por retratar os bandeirantes — conquistadores
portugueses que invadiam o interior do Brasil no período colonial em busca de
riquezas, escravizando, torturando, matando milhares de indígenas e perseguindo
negros escravizados que fugiam da opressão. Com a crescente discussão gerada
pelos protestos antirracistas, que tomaram o mundo após a morte de George
Floyd, movimentos organizados começaram a pedir que estátuas que fazem
menção a figuras racistas, genocidas e/ou colonizadoras, sejam retiradas do
posto de “heroísmo” e sejam ressignificadas, na História como pessoas que
praticaram opressões contra minorias. Até uma das estátuas do monumento
foi vandalizada. Uma tinta vermelha foi jogada na escultura que representa a
figura do bandeirante Raposo Tavares. Santana de Parnaíba é uma das
cidades mais antigas do Estado. Fundada em 1580 às margens do Rio Tietê, serviu
de ponto de referência para expedições Bandeirantes, ou seja, é considerada
berço dos Bandeirantes, guardando um grande patrimônio histórico do Brasil.
Vejam mais fotos...
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