Uma das primeiras ações de solidariedade, que participei foi em meados de 2008, juntamente com os colegas de trabalho da empresa Lipo do Brasil. A pedido de uma funcionária, o pessoal se organizou para contribuir no pagamento das contas de luz do orfanato, que estava devedora e com prazo de corte na energia elétrica. Além da contribuição, a ação envolvia um dia de visitação para conhecer a entidade e também ter um tempo com as crianças. Assim, que chegamos ao orfanato, localizado próximo a região do Capão Redondo, logo sentimos a sensibilidade aflorar em cada um de nós, vendo as expectativas nos olhares das crianças sobre o que faríamos com elas… somente dar atenção naquele momento ou ter a possibilidade de alguma ser escolhida para ser adotada. Realmente é muito delicado visitar este ambiente, requer muito cuidado para não alimentar uma esperança, mesmo que sua vontade é de fazer alguma coisa, e principalmente as mulheres sentiram o desejo de acolher uma criança, com as quais se identificavam. Tivemos uma tarde de muita experiência, neste contato com a realidade de crianças, que muitas acabaram sendo abandonadas pelos próprios pais (podemos considerar diversos motivos) ou entregues ao orfanato porque não tinham onde morar. No final da visita dói a despedida, porque naquele momento surgiu um sentimento de amor e sabemos que cada um nós, vai seguir sua vida olhando pra trás e vendo as lágrimas que deixamos em cada crianças, que ficam na expectativa de um dia encontrarem no processo de adoção, uma nova condição de vida com uma família disposta a cuidar, principalmente nas questões psicológicas para essa criança adotada, possa crescer sabendo de sua história e que vive dentro de um ambiente com muito amor e carinho.
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